sábado, 1 de setembro de 2012

Sugestão de briefing para entrevistadores (e entrevistados)









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Sugestão de briefing para os entrevistadores:

- teremos de estar atentos ao tempo: 30 minutos é curto mas suficiente para responder à pergunta: «será que é este candidato com quem queremos ter uma segunda conversa mais aprofundada para o seu eventual recrutamento?». Esta resposta é o nosso objectivo principal. Isto é, no final da entrevista, seria excelente caso houvesse claramente um dos 4 candidatos que merece a vossa preferência, de modo «consensual».

- mais vale evitar perder tempo com explicações sobre a função, a empresa, etc…: os candidatos foram devidamente briefados (ver documento descriptivo da função), encontrei-me com cada um deles e foram instruídos para fazer o «TPC» deles.

- mais vale evitar perder muito tempo com perguntas redundantes com o currículo deles e as respostas que deram as minhas perguntas sobre a motivação deles: enviei um dossier sobre cada um deles.

- sou da opinião que devemos evitar falar de salário: instrui os candidatos para deixar esta questão apenas para a segunda entrevista (ou terceira, quarta, …), altura em que a administração tenha a certeza que queira contratar aquele candidato.

- recomendei aos candidatos ler o livro «De que cor é o seu pára-quedas? Guia prático para encontrar emprego e mudar de carreira» no capítulo «6 – coisa que a escola nunca nos ensinou sobre mudar de carreira: entrevistas» (ver na WOOK, no seguinte affiliate link: http://www.wook.pt/ficha/caim/a/id/10916720?a_aid=5029246eb9f15). Penso que há algumas regras que sugeri que os candidatos conhecessem e que sugiro aos entrevistadores para fazer o «reverse-engineering», isto é usar estas regras em seu proveito e vantagem na qualidade de empregador / entrevistador:

0. Uma entrevista é melhor conduzida se o candidato e o entrevistador souberem que o objectivo suprema de uma entrevista é ... obter uma nova entrevista (isto é não ficar afastado do processo de recrutamento)

1. Uma entrevista deve se assemelhar menos a comprar um carro em segunda-mão (o candidato pelo empregador) e mais a um encontro amoroso (entre o candidato e o empregador): deve ter com o objectivo ambos decidir se querem assumir um compromisso sério e (hopefully) a longo prazo.

2. Uma entrevista deve se assemelhar menos à uma operação de marketing (o candidato tenta vender-se ao empregador, e vice-versa) e mais à uma investigação (ou seja o empregador procura recolher informação útil sobre o candidato, e vice-versa)

3. Uma entrevista não deve ser considerada como um teste; deve ser considerada como
uma investigação (ver supra)

4. Uma entrevista é um encontro entre dois indivíduos aterrorizados: o candidato e o empregador, ainda que este disfarça melhor (o empregador tem imensos receios de contratar a pessoa errada, com muitos prejuízos para si e para a sua empresa)

5. Uma entrevista é melhor conduzida se todos obedecem a regra 50-50: o candidato e o empregador falam metade do tempo e deixam falar metade do tempo

6. Uma entrevista é melhor conduzida se o candidato responde às perguntas não falando mais de que dois minutos (mas falando pelo menos 20 segundos); isto e o ponto anterior implicam que só poderão ser feitas cerca de 15 perguntas no total: 8 perguntas pelo entrevistador e 7 perguntas pelo candidato

7. Uma entrevista é melhor conduzida se o candidato apresenta-se como parte da solução e não parte do problema (entende-se o problema como «encontrar um excelente gestor para o projecto» e a soução como «eu, candidato, posso acrescentar muito valor ao projecto»)

8. Uma entrevista é melhor conduzida se o candidato está consciente que o empregador considere que a forma como o candidato está a se apresentar para a oportunidade em aberto é semelhante à forma como irá realizar o trabalho se for contratado

9. Uma entrevista é melhor conduzida se o candidato levar provas (se puder) do que diz que fez no passado e do que diz que pode fazer para o empregador

10. Uma entrevista é melhor conduzida se o candidato não disser mal dos seus empregadores actual ou anteriores

11. Uma entrevista é melhor conduzida se o entrevistador e o candidato se limitarem a fazer e responder às 5 perguntas que verdadeiramente interessam e que devem estar implícitas na conversa:
a. «porque motivo aceitou estar aqui?»
b. «o que pode fazer para nós?»
c. «que tipo de pessoa é?»
d. «o que o distingue dos outros candidatos com quem vamos falar (os quais não conhece, claro)?»
e. «é provável que poderemos o pagar o suficiente (embora deixaremos a questão do salário para um nova entrevista, se for o caso disso)?»

12. Uma entrevista é melhor conduzida se o candidato souber que tem de obter as respostas as suas 5 perguntas, que devem ser implícitas na conversa:
a. «o que este emprego realmente envolve (para além da informação que já obtive directamente e indirectamente)?»
b. «que competências um colaborador High-perfomer e High-potential têm de possuir para este emprego (para além da informação que já obtive directamente e indirectamente)?»
c. «são pessoas com quem eu gostarei de trabalhar?»
d. «se gostarmos um do outro e quisermos trabalhar juntos, consigo persuadí-los que há algo único em mim que me torna diferente dos outros candidatos com quem vão falar (os quais não conheço, claro)?»
e. «é provável que conseguirei persuadi-los a contratar me pagando-me o salário de que preciso e que desejo(embora deixaremos a questão do salário para um nova entrevista, se for o caso disso)?»

13. Uma entrevista é melhor conduzida se o candidato estiver consciente que o empregador se interessa pelo seu passado apenas para tentar prever o seu comportamento futuro na empresa caso decida contratá-lo

14. Uma entrevista é melhor conduzida se a estrutura temporal das perguntas estende–se desde o passado mais distante (tipo «andou na faculdade…»), em direcção ao passado recente, ao presente, ao futuro imediato e finalmente ao futuro distante (tipo «onde gostaria que com o seu contributo este projecto estivesse daqui há 5 anos?»); isto é, o facto de quebrar nesta estrutura temporal indica normalmente uma perda de interesse do empregado pelo candidato.

15. Uma entrevista é melhor conduzida se o candidato estiver consciente que muitas vezes as entrevistas fracassam nos primeiros 2 minutos menos por «dragões» (tipo «eu não falo muito bem inglês») e mais por «mosquitos», os quais estão no controlo total do candidato evitar, dos tipos seguintes:
a. Fraca aparência e maus hábitos pessoais (e.g. atraso, sapatos não engraxados, barba por fazer, …)
b. Comportamento nervoso
c. Falta de auto-confiança
d. Fraca consideração pelos outros (e.g. falta de cortesia com o pessoal da recepção, falta de agradecimentos, …)
e. Falha nos valores (e.g. sinais de arrogância, preguice ou evitar trabalhar, desonestidade ou mentiras, irresponsabilidade, desobediência a regras ou instruções, falta de entusiasmo, falta de energia, instabilidade, respostas inadequadas, falta de disponibilidade para sacrifícios, tendência para se deixar impressionar ou para não se deixar impressionar com coisas relacionadas com a empresa, incúria na preparação para a entrevista, etc…

16. Uma entrevista é melhor conduzida se o candidato estiver consciente que pode fazer 5 perguntas antes de terminar a entrevista:
a. «pode me oferecer este emprego?»
b. «quando terei notícias no melhor cenário (isto é ao mais cedo)?»
c. «quando terei notícias no pior cenário (isto é ao mais tardar)?»
d. «posso ou quer que o contacte depois desta data, caso não tiver recebido notícias, por qualquer razão (exemplo: erro do servidor de mail)?»
e. «caso não seja a pessoa escolhida, posso o contactar para saber se por acaso consegue me indicar outros projectos em que poderá ser útil uma pessoa com o meu perfil?»

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segunda-feira, 2 de julho de 2012

executive search for X AeroSystems

OPEN POSITION: please note that this position has now been filled
  1. PROJECT MANAGER (M/F) - PORTO
So you think you can pilot this project?
Can you help us… change the face of the aerospace manufacturing sector in Portugal for ever? 
Working within a tiny budget that larger competitors would burn in a matter of days, our innovative engineering business is determined to prove that - despite its lack of an aerospace manufacturing tradition - Portugal has the potential to be taken seriously in European aeronautics.
  • Are you passionate about aeronautics? 
  • Are you confident you can manage a highly complex project? 
  • Do you have the interpersonal skills to effectively deal with many stakeholders? 
  • Are you an entrepreneurial spirit, ready to invest your time and energy to grow both your career and this project? 
Then contact our consultant Philippe Geyr to know how to apply for this once-in-a-lifetime opportunity now available in Gaia (starting September 2012)
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DO YOUR HOMEWORK

«Another Portuguese consortium - aided by another transatlantic partner, Lockheed Martin, as part of an offset commitment - is also behind X AeroSystems, a project to design and bring to market an unmanned air system (UAS) for the civilian market. The effort is headed by PEMAS and involves 13 partners. Two prototypes have been developed - a 35kg (77lb) maximum take-off version, SP-00, with a 3m (9.84ft) wingspan, and a 100kg version with 7m wingspan, SP-01.
The purpose, says PEMAS executive manager and project coordinator Sergio Oliveira, is to "provide national industry with a focal point for UAS solutions and system development". Both platforms have undergone initial flight testing and the grouping is now working on the development of on-board systems. »

source: IN FOCUS: Portuguese companies show their versatility with innovative aviation projects
by Murdo Morrison;first published in FLIGHT INTERNATIONAL

picture copyrights: X AeroSystems